→ H A P P I N E S S
"I am finding out that maybe I was wrong That I've fallen down and I can't do this alone Stay with me, this is what I need, please?" .
BORN TO DIE
© in-completely
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Bullshit
GO AWAY!!
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I'm falling for your eyes but they don't know me yet

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:  diga suas 5 músicas favoritas 
: 5 fatos sobre a pessoa que você gosta
:  diga seus 5 tumblrs favoritos 
diga 5 fatos sobre si mesmo 
:  diga 3 fatos sobre sua aparência 
:  como está se sentindo hoje? 
algo que você odeia
algo que você ama
ϟpergunte qualquer coisa


p-erishing:

Ridiculamente insegura, é exatamente assim que eu me vejo. Nunca consigo confiar em mim mesma por pouco mais de algumas horas, muito menos ver em mim alguma razão para que as pessoas queiram ficar por perto sem que eu precise implorá-las para que fiquem. Mas eu tenho os meus motivos, toda essa insegurança não brotou do nada, ou dormi segura e acordei sem um pingo de segurança no dia seguinte. Eu me acostumei, talvez até demais, a ver todos indo embora, um a um. E a verdade é que eu fico sempre me perguntando quem será o próximo, e acabo resolvendo ir embora antes de simplesmente ser deixada de lado como em todas as outras vezes. Eu não os culpo, afinal não sou lá a melhor companhia para alguém, nem mesmo nos meus melhores dias. Mas algumas pessoas, mais do que simplesmente querê-las por perto, eu preciso tê-las por perto. E sinto medo sim, o tempo inteiro, fantasio abandonos, tenho pesadelos, deixo a minha mente me convencer de coisas absurdas, sinto que vou perdendo o que me resta de sanidade por puro meda de ficar sozinha outra vez. E não optei por ser assim. Eu não queria, simplesmente aconteceu, eu mudei, as pessoas mudam. Aos que se foram só me resta saudade, e aos que da estão por perto, eu só peço que aguentem as minhas paranoias e neuroses, porque desistir de mim, isso eu já faço na maior parte do tempo, não preciso que mais ninguém faça isso. Só preciso de alguém para ficar ao meu lado, de alguém que vá cuidar de mim, preciso de um ombro amigo - preciso de amigos -. Pessoas que me aceitem, que não me abandonem quando eu mais precisar, pessoas que me aceitem com todos essas falhas, paranoias e neuroses. Eu preciso de alguém que me intenda é pedir de mais? Parece que sim, as pessoas devem ter medo de mim - medo do eu me tornei - por que sempre que me conhecem elas me abandonam, simplesmente vão embora sem dizer adeus ou o motivo pelo qual partiram. Será que pedir para ficar é muito? Pois é, já estou acostumada a ver as pessoas me abondarem, já me acostumei a ficar decepcionada comigo mesmo. Decepção; é isso o que eu sinto quando finalmente eu consigo me abrir com alguém e o que essa pessoa faz é ir embora. Fico decepcionada comigo mesma por não ser capaz de cativar alguém pelo que eu sou. Mas nem sempre eu fui assim, já fui do tipo de garota que tem vários amigos, garota que nunca está sozinha que sempre tem alguém ao seu redor. Mas com o tempo fui percebendo que aquelas pessoas que ficavam ao me redor me paparicando não eram os meus amigos de verdade, elas só estavam ali por que queriam algo de mim. Ao perceber isso mudei completamente já cansada de bancar a idiota. Me afastei de todos aqueles que fingiam ser meus amigos.Criei uma muralha ao me redor. Me tornei uma abominação, que vive com medo. Medo de voltar a ser uma idiota. Medo de não ser boa o suficiente. Ana e Vitória (enfraquecidos)


“Não sei fazer ‘jogo social’. Até saberia, mas não me interessa, tenho preguiça.”
Caio Fernando Abreu    (via sociedadedospoetasmortos)

Corre, corre, corre” eu acordei aos berros, de camiseta do John Lennon rasgada e pantufa de panda, no sofá bordô da minha sala de estar miúda. Odeio aquele sofá. A fita arranhada do Duran Duran ecoava por todo a sala que a minha mãe todas ás vezes que ia lá teimava em chamá-la de sala de estar, pra mim era a salinha de teve e videogame. Sentei-me robusta esfregando a testa com meus polegares manchados do ladinho pela tinta da caneta esferográfica azul da Amanda - menininha que quando estava na terceira série usava duas trancinhas tortas - devo ter bebido na noite passada. E muito. Apertei os olhos pra ver se o resto do rímel não borrava de vez. Segui até a cozinha mais miúda ainda - só a Alice com uma boa dose da pequena garrafais com letras garrafas beba-me Madalena, beba-me - pisando forte pra acordar a vizinha barraqueira que dava encima do meu namorado, ex, do piso anterior. Franzi o cenho com toda a força boa que eu ainda tinha presente no meu estomago revirado. Chaleira no fogão. Ainda bem que Duran Duran ainda debulhava seus versos para mim. Não sei se aguentaria. Carrego uma bagagem cheia de aprendizados ofuscados e desamores amados. Afundada numa bagunça tão viril chega a ser difícil pensar positivo. Vivo no desalento das cidades onde a marcha fúnebre se confunde com a minha risada alegre do dia-a-dia, e minhas palavras se alinham na irregularidade dos prédios mais altos e abandonados do centro velho de São Paulo. Sempre gostei de morar na cidade grande, não mais que  meu Camaro vermelho, dois filhos, passagens para Londres e seu suéter velho que você pra me alegrar nos dias que meu time perdia no Campeonato Brasileiro - quase nunca - dizia que ele foi feito pelas mãos gordinhas da Sra. Weasley, cidade grande é bom porque é tão grande que você pode sumir. Sumir é bom. Dá uns dias de folga das pessoas, ou dar um dia de folgas pras pessoas de você. Eu sempre fui do tipo anti-social, onde os finais de semana se resumiam em dias-de-ficar-em-casa, ou ir pro curso. Ás vezes eu ainda vou no salão de beleza pra fazer a sobrancelha, no máximo. O bule apitou no fogão soltando fumaça feito uma chaminé. Que barulho engraçado, o apito. Apreciar os barulho sempre fora meu segundo hobby alocinético. O mundo precisa de mais loucos inconsequentes. De mais Johnnys Depps barbudos como doutores em faculdades renomeadas de medicina ou direito. Precisamos de mais errados da história e mais fabulas contadas na British Library. De mais vilões matando o mocinho, ou de donzelas auto-independentes. Depender de homem, não. Precisa-se de alegria. Felicidade propriamente dita em grego antigo, proferida em mil e uma profecias feitas por Apolo. Faça. Faça pensando em você, apenas você, ignore a opinião alheia, critica construtiva só vem da sua mãe ou do espelho. Passe meia hora por dia se olhando no espelho, somente você se conhece como ninguém. Escreva sobre você mesma, quem sabe algum professor de português se esconde por trás desses perfis falsos que rondam a atmosfera virtual, ou o amor da sua vida, interessados em ler, em te ler, em me ler. Sou daqueles romances do século XX, de café forte pra ligar os neurônios e charrete. Sou o sujeito oculto de uma frase no pretérito imperfeito, sopro doce em uma tempestade de areia, o farfalhar do locutor da rádio mais romântica da madrugada, sou as palavras vazias saídas do coração vazio, a gota d’água da boca seca, o acúmulo de defeitos, sou o azul escuro do mais profundo oceano atlântico. Sou a letra mais caótica da fita rebobinada do Duran Duran.” Natália Castro, muitezas.


Ela olhou para os lados com aquela expressão que só ela conseguia fazer e encaixou novamente seus fones de ouvidos sem dar importância a nada. Alguns interpretavam aquela atitude como nervosismo, outros como mal humor e alguns brincavam dizendo que era tpm mas, dentro dela estava acontecendo uma guerra. Só ela sabia de como aquela vontade de gritar a perturbava, e aquele nó fazia reflexo no corpo todo e a dor a consumia. O seu som fazia todos esses efeitos diminuírem, ela viajava com suas musicas e se esquecia de todos em sua volta, e isso dava tranqüilidade a ela. Já tinha algum tempo que ela havia se esgotado das pessoas, de suas mentiras e suas falsidades porem, algo ainda fazia ela não desistir. Ela se esgotou e desistiu, cansou de tudo e todos. Sem saber pra onde correr se refugiou em si mesma. A guerra estava cravada. Todos seus problemas, tormentos, magoas e decepções se acumularam e explodiu como uma bomba dentro de si. O estrago foi tão grande que abalou todas suas estruturas ate seu ponto mais forte. Ela sabia que daquela vez, ela realmente estava no fundo do poço e o pior, não havia ninguém para socorrer. O desespero tomou conta do seu ser, sua cabeça doeu por dias e sua expressão não mudou e sua voz se quer saiu. Ela estava abalada, exausta de resolver sempre as coisas, de ser forte o tempo todo. A ultima briga, foi o ápice para acabar com tudo. Ela foi chamada de árvore seca que não gera frutos. Ela que sempre mantinha o sorriso no rosto e tentava confortar a todos esquecendo muitas vezes dela mesmo, seria ela então uma arvore seca? Ela não sabia por onde se organizar, os dias corriam e só traziam mais decepções. A musica a embalou por semanas enquanto seus pensamentos iam se organizando e algo ia dizendo a ela “Pô, acorda menina. Dá a volta por cima. Seja forte. Seja você.“ Os dias passaram, ela tirou o fone de ouvido e teve um choque. Imediatamente seus pés sentiram o chão firme novamente e ela respirou fundo sentindo aquela brisa tomar conta do seu corpo que já havia cicatrizado e ela teve certeza que havia mudado. Ela voltou a caminhar mais segura de si mesmo. Os outros agora a chamavam de anti-social, mas ela sabia que não era isolamento, era preguiça de se socializar com pessoas imbecis. A dor e sua experiência a transformou. Ela tava com novos pensamentos, novos olhares e novas expectativas. Ela zerou tudo em sua vida e começou novamente. Sim, ela zerou suas amizades, seus colegas, seus conhecidos, seus apoios e suas prioridades. Dai pra frente ela sabia que só ocuparia algum lugar em sua vida quem merecesse. Mesmo estando sem forças para lutar contra os filhos da puta que queriam a ver mal, ela continuo sorrindo de cabeça erguida. Ela estava confiando em si mesma de novo, se permitindo, porque ela sabia que podia muito, que merecia muito. Uma coisa ela aprendeu com tudo isso: A vida te muda, mesmo você não querendo, ela te obriga a crescer, te obriga a mudar. Ela começou a ser melhor com ela mesmo, menos dura. Ela estava se recompondo aos poucos ainda, mas, havia dado o primeiro passo que era Recomeçar. E dessa vez ela não conseguia se segurar e não gritar: “Que venham novos sorrisos. As novas histórias e novas pessoas.“  Graziele Macêdo (c-hoices


E ai você vai cansando. De esperar as coisas mudarem e só se sentir paralisada, pois nada muda. A monotonia te cansa, e a nostalgia se infla dentro de ti. Em seu peito a solidão cavou, e foi tão fundo que deixou um buraco sem fim em seu coração. O que fazer com essa dor agora? Mais uma pra coleção. Para fazer volume na sua bagagem, deixando mais pesadas para que você consiga carregar. Suas costas arqueiam e seus joelhos cedem e você se cansa. Cai. Se instala no chão e não tem forças para levantar. Todos passam, mas ninguém estende a mão. Então, mais do que um lixo você se sente invisível. Autodenomina-se: inútil. E mesmo devendo não grita por socorro. Pulmões debilitados, respiração ofegante e lágrimas enchendo-lhe os olhos. A única que peça que não se encaixa nesse quebra-cabeça é o sorriso, tão falso quanto o seu “eu estou bem” ensaiado, estampado no seu rosto. Difícil colocá-lo na face quando se tem a única vontade de desmoronar. Difícil, porém necessário. Só que, como já mencionei antes, cansa. As forças, já quase inexistentes, vão se perdendo. O sorriso vai se desfigurando. E aos poucos suas feridas ficam expostas, correndo o risco de que alguém ateie álcool sobre elas. Chega ao seu extremo. As lágrimas escorrerem e dessa vez você não está sozinho em seu quarto. Pessoas te olham. Perguntam, mas elas não te entendem. Você procura dar seu meio sorriso, busca as palavras travadas em sua garganta, e consegue apenas sussurrar um singelo “não é nada”. E nunca controvérsia enorme acaba sorrindo em meio ao choro. (d-esmoronar)